quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Aula 3 - A indústria cultural como questão geográfica



Na aula 3, discutimos a conexão entre a definição original de indústria cultural, tal qual esta foi introduzida por T. Adorno em meados do século XX, e o uso contemporâneo dessa ideia por diferentes geógrafos contemporâneos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Aula 2 - Entre o superorgânico e o mapa mental: novos limites para a idéia de cultura na Geografia



Na aula 2, investigamos o caráter polissêmico e confuso da idéia de cultura, assim como a forma como essa idéia vem sendo pensada na Geografia. Observamos que, por vezes, a Geografia considera a cultura um espaço concreto (natural ou não), em outros casos, falamos da cultura como um sistema ou processo e ainda usamos o termo para falar de um conjunto de objetos. Por vezes, parecemos estar criando cultura, através da cultura para chegar a cultura. Nesse processo, boa parte das conexões que a idéia de cultura poderia ser capaz de engendrar parece desaparecer ou ficar escondida. No entanto, fica evidente o interesse em associar cultura ao espaço e em diversificar os seus registros para melhor compreender o uso das representações culturais no mundo atual.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Aula 1 - Introduzindo o debate da economia da cultura na Geografia Regional da América Latina



Como foi visto na primeira aula, a Geografia trabalha economia e cultura como abordagens desconexas e/ou opostas. Define-se uma matriz explicativa única para compreender o fenômeno estudado, desprezando os demais registros. No caso de uma perspectiva economicista relativa à América Latina, toma-se a dominação imperialista, o atraso tecnológico e a pequena força comercial como a causa de todos os fatos, inclusive aqueles identificados como "culturais". Esse discurso valoriza a força da esfera produtiva moderna, capaz de dissipar qualquer resistência em nome do progresso econômico.
Em oposição, coloca-se uma geografia da América Latina que ressalta a especificidade cultural latino-americana, derivada de um sentimento nativista, de uma valorização das narrativas tradicionais e de uma conexão com a natureza que seria, na verdade, a causalidade dos fatos sociais. Mesmo o funcionamento e o desenvolvimento da economia dependeriam da sua inclusão dentro dos sistemas simbólicos e dos processos cognitivos ligados à cultura.
O desafio desse curso é superar essa oposição e pensar em uma economia da cultura através de uma rediscussão das indústrias culturais. No que tange à América Latina, o objetivo é promover reinvenções do continente, de seus recortes regionais, de suas narrativas, de suas matrizes explicativas através dos cenários que ajudam a entendê-la.

Programa provisório do curso

O programa provisório do curso já pode ser encontrado nesse link. A maior parte dos textos já se encontra disponível na xerox da Ana. Os textos da próxima aula serão os de Duncan, Mitchell e Garcia Canclini.