A aula 7 teve como objetivo apresentar as possíveis formas pelas quais o trabalho, a produção e o conhecimento podem ser desenvolvidos dentro de uma indústria cultural, muitas vezes estabelecendo diferenciações em relação aos modelos clássicos da economia de localização, de cadeia produtiva e de inovação.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Aula 6 - Agentes da criação e difusão das culturas latino-americanas

A aula 6 foi consagrada à apresentação do terceiro setor que contribuem na atualidade para a produção e difusão de representações culturais da América Latina. Para tanto, é preciso entender que a cultura foi duplamente desmistificada: ela não é mais apenas uma derivação das tradições e também não pode ser entendida apenas como matéria associada a erudição ou ao domínio técnico de agentes do Estado. A cultura massificada e popular ganha diferentes sentidos, passa a ser manuseada com conseqüências ainda pouco debatidas.
Não há apenas a passagem do poder de ação sobre a cultura do âmbito do Estado para organizações supranacionais, como discutimos na aula passada. O processo de desconcentração da cultura é mais variado: agentes públicos regionais (prefeitos, líderes de província, governadores), agentes privados (através de suas novas ações sobre o mercado cultural) e ONGs (através de seus projetos seletivos de ação) conferem maior diversidade de formas e funções. Constituir redes de conhecimento que unam esses agentes e os espaços e culturas selecionados é parte da tarefa a ser cumprida.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Aula 5 - Além do imperialismo: a produção supranacional de indústrias culturais latino-americanas

Na aula 5, discutimos como a superação do imperialismo cultural europeu e americano foi tomado como tarefa importante para os países latino-americanos em certo momento do século XX. Nesse processo, considerava-se que parte do atraso e da dominação era derivação direta da influência estrangeira. Para evitar os problemas da assimetria, definia-se certo grau de separação em relação às áreas centrais. No campo da cultura, notava-se então a preocupação de tomar o princípio da identidade pelo viés do nacionalismo, associando aos limites territoriais à "cultura nacional". Nesse processo, não se tomava o princípio da diversidade, e se lidava com a idéia de América Latina a partir da concepção de uma área subdesenvolvida, historicamente submetida ao estrangeiro. Mesmo quando se fazia o diálogo entre as culturas latino-americanas, o apelo sempre recaía sobre a negatividade da identidade latino-americana. Pressupor novas formas de lidar com a cultura latino-americana vem exigindo que se quebre tanto o princípio da negatividade quanto a identidade nacional como base única. É nesse sentido que se observam iniciativas supra-nacionais (MERCOSUL, CAN, UNASUL, entre outras) que estabelecem a diversidade das culturas como marcos para diálogos diferenciados. Mais do que a simples soma das culturas nacionais brasileiras, argentinas, uruguaias, mexicanas etc., a idéia agora é desenvolver estratégias em conjunto, valorizando atores multiculturais, áreas de fronteira e indústrias culturais que utilizam produções em escala continental.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Aula 4 - Cenários para as indústrias culturais

Na aula 4, discutimos como o relativo afastamento do modelo de Indústria Cultural proposto por Adorno pode ser discutido a luz de um momento de desregulamentação do poder e da economia. Para funcionar como mecanismo de poder em um mundo em franca competição e de múltiplas hierarquias, a cultura deve ir além de reificar o valor econômico ou de fortalecer um projeto ideológico. Para as indústrias culturais do século XXI, a cultura e suas representações devem ser capazes de referenciar o mundo, qualificar seus processos, que são sempre parciais. Apenas esse processo de referenciamento é capaz de conectar cadeias produtivas, produtos e consumidores além de uma perspectiva racional e abstrata.
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