
Na aula 5, discutimos como a superação do imperialismo cultural europeu e americano foi tomado como tarefa importante para os países latino-americanos em certo momento do século XX. Nesse processo, considerava-se que parte do atraso e da dominação era derivação direta da influência estrangeira. Para evitar os problemas da assimetria, definia-se certo grau de separação em relação às áreas centrais. No campo da cultura, notava-se então a preocupação de tomar o princípio da identidade pelo viés do nacionalismo, associando aos limites territoriais à "cultura nacional". Nesse processo, não se tomava o princípio da diversidade, e se lidava com a idéia de América Latina a partir da concepção de uma área subdesenvolvida, historicamente submetida ao estrangeiro. Mesmo quando se fazia o diálogo entre as culturas latino-americanas, o apelo sempre recaía sobre a negatividade da identidade latino-americana. Pressupor novas formas de lidar com a cultura latino-americana vem exigindo que se quebre tanto o princípio da negatividade quanto a identidade nacional como base única. É nesse sentido que se observam iniciativas supra-nacionais (MERCOSUL, CAN, UNASUL, entre outras) que estabelecem a diversidade das culturas como marcos para diálogos diferenciados. Mais do que a simples soma das culturas nacionais brasileiras, argentinas, uruguaias, mexicanas etc., a idéia agora é desenvolver estratégias em conjunto, valorizando atores multiculturais, áreas de fronteira e indústrias culturais que utilizam produções em escala continental.
Aula interessantíssima, e lá vou eu buscar entender os cartogramas. Professor, se tiver alguma referência, por favor, me passe. Aproveito para deixar o site que falei, União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura: http://www.ulepicc.org.br/
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